| A Microtia é uma malformação congênita rara caracterizada por orelhas pequenas ou ausentes e canal auditivo faltante.
A condição está associada a falhas genéticas e pode não afetar a audição, que pode ocorrer por condução óssea. O tratamento prioriza a função auditiva com aparelhos e a reconstrução cirúrgica da orelha, utilizando cartilagem da costela, geralmente a partir dos 10 anos. |
Os casos de microtia, ocasião em que as crianças nascem com orelhas pequenas e com ausência do canal auditivo é uma malformação rara com prevalência de 1 para 6 mil nascidos vivos. A microtia, é uma deformidade congênita que motiva diversos pedidos de reconstrução de orelha, pode ocorrer de forma parcial ou total, porém, também existem casos em que a malformação é bilateral.
Na verdade, a causa da microtia não está muito bem definida, porém, acredita-se na relação do quadro com falhas genéticas, na formação celular e na vascularização durante o período embrionário. A microtia pode estar relacionada ainda com dezenas de síndromes genéticas e anomalias craniofaciais, por isso, é indispensável a avaliação por uma equipe médica competente.
É possível obter o diagnóstico da microtia ainda no pré-natal ou logo após o nascimento, no entanto, é importante que a equipe médica realize outras investigações para descartar demais malformações.
No espelho, a microtia pode significar muito mais do que notar uma diferença na orelha. Muitas vezes é preciso lidar com olhares curiosos, adaptações auditivas e, por vezes, desafios à autoestima. A reconstrução auricular, no entanto, pode transformar a aparência, fortalecer a autoconfiança, melhorar a forma de se relacionar e trazer mais segurança para enfrentar o dia a dia.
Veja como a reconstrução da orelha transformou a vida e a autoconfiança de uma jovem do interior de São Paulo.

A função auditiva em casos de Microtia
É comum que exista o questionamento se o bebê com microtia ouvirá. É necessário buscar a opinião de um médico especializado, como o otorrinolaringologista, mas, normalmente, a malformação externa não tem relação com malformações internas. É importante lembrar ainda que caso não exista a presença do canal do ouvido, a audição se dará por meio da condução óssea.

Tratamento da Microtia: Expertise e Passo a Passo da Cirurgia de Reconstrução
A reconstrução total da orelha é realizada em três etapas. No primeiro tempo, é feita a reconstrução da orelha propriamente dita. No segundo tempo, utiliza-se uma cartilagem previamente posicionada sob a pele para promover a projeção da orelha (após um mínimo de seis meses). Por fim, no terceiro tempo, é criado o sulco retroauricular, com o descolamento e reposicionamento da pele do couro cabeludo atrás da orelha.
Essa abordagem em três etapas reduz a exposição da cartilagem, melhora as cicatrizes e tem oferecido resultados estéticos superiores e maior conforto no pós-operatório.
No Hospital Sobrapar, realizamos a cirurgia de construção de orelha a partir dos 10 anos de idade, pois usamos o tamanho das cartilagens costais como parâmetro de segurança para a operação. Cada caso deve ser avaliado individualmente por um especialista.
O Hospital Sobrapar é referência nacional e internacional no tratamento da microtia, aplicando técnicas cirúrgicas consideradas entre as mais avançadas do mundo. Os procedimentos seguem métodos aprendidos com a cirurgiã francesa Françoise Firmin, uma das maiores autoridades globais em reconstrução auricular.
Essa vanguarda técnica é liderada no Brasil pelo cirurgião plástico Cesar Augusto Raposo do Amaral, cuja formação intensiva na França assegura que o Hospital Sobrapar ofereça resultados estéticos superiores, comparáveis aos melhores centros internacionais. “Sem essa formação, eu não teria os resultados que tenho hoje. Uma coisa é aprender por livros ou palestras; outra é vivenciar e aprofundar a prática todos os dias.” conclui.
Leia também: Cirurgia de reconstrução da orelha pode ser indicada apenas após 10 anos
