A história de Josinei: Da dor ao recomeço
Em 2023, Josinei, hoje com 35 anos, sofreu um acidente de moto após um dia exaustivo de trabalho e estudos. Por estar com o capacete solto, sofreu um traumatismo craniano severo com perda de massa encefálica. Mesmo após o atendimento inicial de emergência, as sequelas eram debilitantes: dores de cabeça intensas — descritas por ele como “uma pressão direta no cérebro” — e dificuldades de memória e conversação.
Ao chegar ao Sobrapar, Josinei encontrou uma equipe preparada para lidar com grandes deformidades. O Dr. Cassio Eduardo Raposo do Amaral, vice-presidente do hospital, explica que o caso exigia uma técnica complexa de reconstrução.
“Durante o procedimento, retiramos duas costelas do próprio paciente, que foram divididas e implantadas na região craniana. Essas estruturas funcionam como estacas protetoras. Com o tempo, o enxerto se integra ao osso original, criando uma barreira segura contra novos traumas e contra a pressão atmosférica” — Dr. Cassio Eduardo Raposo do Amaral.
Precisão técnica e segurança
Um dos maiores desafios em reconstruções deste porte é a fragilidade da dura-máter (a membrana que protege o cérebro), que muitas vezes está danificada. O uso de enxertos autólogos — retirados do próprio corpo do paciente — aumenta significativamente a taxa de integração e a segurança do procedimento, devolvendo a proteção necessária à estrutura craniana.
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Vida nova e dignidade
Para Josinei, o impacto da cirurgia foi imediato. Além do alívio físico das dores, houve a reconstrução de sua autoestima. “Hoje, cada manhã é um motivo de gratidão por acordar com saúde”, relata.
O caso de Josinei simboliza a missão do Hospital Sobrapar: oferecer tratamento especializado e humanizado para que vítimas de traumas extremos possam recuperar não apenas sua fisionomia, mas sua autonomia e esperança no futuro.