A síndrome de Crouzon é uma das anomalias craniofaciais congênitas que causam fechamento precoce dos ossos do crânio e do rosto.
Durante a infância, o crescimento cerebral depende de que algumas estruturas estejam abertas, estruturas essas que chamamos de suturas do crânio.
Quando fechadas antes do tempo, as suturas cranianas causam alterações na cabeça e por toda região da face, além do alto risco de causarem pressão intracraniana. Entre os sintomas da Síndrome de Crouzon, os mais comuns são:
- Crescimento da cabeça para cima ao invés de para frente;
- Cavidade orbitária rasa, que dá a aparência de olhos volumosos;
- Terço médio da face para trás;
- Oclusão dentária tipo III ou apinhamento dentário, além de outros quadros;
- Dificuldade de respirar pelo nariz;
- Em alguns casos, malformações ventriculares.
Quando os pais são portadores de um gene responsável por esse tipo de cranioestenose sindrômica, há 50% de chance de transmitir a síndrome aos filhos. Acredita-se que a síndrome afete 1 em 60.000 pessoas.
A causa da Síndrome de Crouzon são as mutações (alterações anormais) do FGFR2 (receptor do fator de crescimento de fibroblastos) ou, menos comumente, dos genes do FGFR3. Esses genes ajudam a regular o desenvolvimento das extremidades. Pesquisas científicas continuam a cada dia mais a elucidar as relações entre mutações nesses genes e os vários tipos de síndromes de craniossinostose que eles causam.